O governo Chinês anunciou a taxa de crescimento do segundo trimestre e ela veio dentro do esperado, em 7,7% de crescimento em relação ao trimestre do ano anterior. Essa alta taxa de crescimento, no entanto, mostra desaceleração do gigante asiático e mostrou que sua economia está contaminada pela desaceleração da economia europeia. As exportações foram as fontes de redução do crescimento, com alta de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, depois de terem subido 24% no ano passado.
Também como consequência desse quadro geral de desaceleração a economia de Singapura, importante centro exportador, registrou queda de 1,1% anualizados no segundo trimestre. Para completar o quadro asiático, o Banco da Coréia derrubou o juro básico pelo segundo dia consecutivo, como forma de tentar estimular sua economia que também se desacelera.
Na Europa os mercados de dívida soberana estão muito voláteis e estão zerando os ganhos obtidos após o anúncio do mega pacote de ajuste da Espanha. A agência Moodys rebaixou a nota de crédito dos títulos italianos e, com isso, disparou uma onde de altas dos prêmios de risco da Itália, da França, Espanha e Bélgica e uma queda acentuada dos títulos da Alemanha, Áustria e Holanda. O título de dois anos da Alemanha está sendo negociado com rendimento negativo de 0,047% a.a. e o de cinco anos com rendimento positivo de 0,285%. Isso mostra a enorme aversão dos investidores aos riscos de outros países.
Para agravar o quadro, a situação política dentro da Espanha começa a esquentar com os fortes movimentos dos funcionários públicos em protesto contra a redução salarial e de benefícios.
A despeito desse agravamento, os mercados reverteram as quedas ocorridas na Ásia e operam em alta, na esperança de que o governo Chinês anuncie medidas adicionais de estímulo à sua economia. Os futuros de Nova York também projetam alta, levando consigo o nosso futuro.
O principal dado dos EUA a ser anunciado é o índice de confiança dos consumidores da Universidade de Michigan. Espera-se uma ligeira alta, de 73,2 no mês de maio para 73,9 em junho.
É de se desconfiar de uma alta novamente movida por “esperança”.
Pedro Paulo Silveira (Economista)
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