A despeito da crença do mercado de que o
governo chinês poderá, a qualquer hora, aumentar o nível de estímulos à sua
economia, após o PIB do segundo trimestre mostrar desaceleração, hoje não houve
manifestação nesse sentido. O que a imprensa global noticiou foi uma entrevista
de Wen Jiabao, o premier chinês, no qual ele pondera sobre as necessidades de
estímulos para manter o crescimento do país dentro de sua meta. Hoje a meta
anunciada é de 7,5% e se as medidas ocorrerem, poderão ser anunciadas na
reunião do concelho de Estado a ser realizada quarta feira. Mas nada disso é
garantia de que novas medidas serão tomadas e, se tomadas, serão capazes, de
fato, de compensar o cenário de recessão que vai dominando a Europa e
contaminando o resto do mundo.
Refletindo a perda relativa de dinamismo
da economia chinês, as bolsas caíram fortemente com a notícia de que os lucros
corporativos estão em queda. O índice Shenzhen da Bolsa de Xangai caiu 2%,
tendo como destaque a empresa ZTC do setor de telecomunicações, que caiu 10%.
Os índices das ações chinesas estão “zerados” no ano, acompanhando a tendência
das bolsas dos países emergentes, que estão sofrendo mais que as bolsas dos
países desenvolvidos.
Os dados econômicos de hoje são o IPC-S
da FGV, no Brasil, que veio dentro do esperado, em 0,22%, mostrando uma pequena
aceleração em relação à semana anterior, que foi de 0,19%.
Às 9:30 serão anunciadas as vendas do
varejo e segundo pesquisa da Bloomberg, os analistas esperam pequena alta de
0,2%, puxada pelas vendas de automóveis, que tiveram um bom mês de junho.
Abaixo gráfico das vendas do varejo, fornecido pela Bloomberg:
Como pode ser notado, as vendas do varejo
apresentaram duas quedas consecutivas, em Abril e Maio, depois de bons
desempenhos no começo do ano. Se os dados divulgados confirmarem as
expectativas dos analistas, a decepção quanto ao crescimento dos EUA pode ter
uma trégua. Também serão divulgados os estoques da empresas e o índice Emprire
State, também bons indicadores da atividade industrial do país. Para ambos indicadores
o mercado espera dados melhores que os
dos meses anteriores.
Também será divulgado hoje o relatório
Perspectivas Econômicas Globais, do Fundo monetário Internacional, atualizando
as análises da instituição acerca da economia global. O último relatório foi
divulgado em abril e ele estimava um crescimento global de 3,5%. A Diretora
Gerente do FMI, Christine Lagarde já avisou, dias atrás, que esse relatório
virá com crescimento revisado para baixo.
Essa deve ser uma semana de espera. Os
estímulos na China, sinais de estímulos por parte do Federal Reserve dos EUA e a Ata do Copom deverão influenciar os
movimentos mais fortes do mercado. Os dados econômicos devem continuar
refletindo a desaceleração das economias.
Pedro Paulo Silveira (Economista)
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