quarta-feira, 2 de maio de 2012

A evolução das condições de mercado em Abril e as perspectivas


Após um mês “fora do ar”, remodelamos nossa estrutura de divulgação de relatórios para facilitar o seu acesso. A partir de hoje você pode acessar os nossos relatórios pela página da corretora (http://www.tov.com.br/rv_blog.aspx), fazendo o download do arquivo em PDF, ou pela página do blog (http://toveconomia.blogspot.com.br/), que permite que você interaja por meio dos seus comentários, postando observações críticas, dúvidas ou qualquer outra questão a respeito do conteúdo publicado. A partir de segunda, toda manhã, publicaremos também o vídeo, com resumo dos eventos do dia, que também poderá ser acessado por meio da página da corretora ou do blog.
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Ao observarmos a coleção de dados econômicos divulgados e a performance dos mercados ao longo do mês de abril, mantivemos nossa visão geral a respeito do estado da economia e dos riscos para o futuro.

Ainda que acumulem alta no ano, as bolsas fecharam em queda no mês de Abril, refletindo a piora da percepção em relação às perspectivas para a economia em 2012. O dólar voltou a se apreciar globalmente, como consequência da piora das condições da Europa e suas consequências. para os países emergentes, o que facilitou o trabalho do Banco Central em “segurar” a apreciação do real. Nos EUA, as empresas mostram boas condições financeiras e resultados promissores, mas o mercado de trabalho continua fraco, impossibilitando qualquer entusiasmo com as condições macroeconômicas. A Europa continuou a aprofundar as políticas de austeridade fiscal o que levou à piora da produção industrial, das vendas do varejo e do desemprego. No Brasil, o Banco Central acentuou sua política de redução dos juros, sinalizando que pode ultrapassar o limite inicial de queda dos 8,75% sugerido na penúltima reunião do Copom.

As bolsas caíram 4,17% no Brasil (Ibovespa) e 0,75% nos EUA (S&P500) e o dólar subiu 4,35% em relação ao real no mês, acumulando depreciação de 2% no ano. Os juros foram reduzidos pelo Copom para 9% (meta para a taxa Selic) o que fez com que os juros longos também caíssem, ajudados pela percepção de que a desaceleração global terá reflexos na economia brasileira.

Todos os fatores que em abril atuaram para desacelerar as economias, derrubar as bolsas e piorar as expectativas, devem continuar presentes em maio e intensificando a percepção de que os riscos da economia global estão aumentando. A Europa está no centro desse cenário e as suas condições econômicas devem continuar se deteriorando à medida em que os efeitos das políticas fiscais contracionistas continuem a desacelerar as economias. No EUA as eleições presidenciais devem continuar a limitar a capacidade de ação do governo para melhorar os indicadores de emprego e produção. No Brasil, o esgotamento do ciclo de expansão do crédito (que deve desacelerar os indicadores de consumo) associado à contínua redução da demanda global por manufaturados, continuarão a incentivar visões menos otimistas de crescimento, afetando, com isso, as perspectivas para as bolsas, juros e câmbio.

Como resultado desse cenário, ajustamos nossas projeções para câmbio e juros e mantivemos a de crescimento:


                                                        TOV               Mercado (Focus)
Taxa de crescimento 2012             2,82%                        3,22%
Dólar – final de 2012                       1,95%                         1,80%
Selic – final de 2012                         8,25%                        9,00%


 
Pedro Paulo Silveira (Economista)
Fone: 55 11 3027-3101    Email: pedrosilveira@tov.com.br



 
Disclaimer:
"Este informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e é distribuído gratuitamente, com a finalidade única de contribuir com uma ótica sobre o mercado em geral, sem possuir qualquer vínculo com pessoas ou empresas eventualmente citadas, nem delas recebendo qualquer tipo de remuneração. Mesmo nos atentando para trazer as informações com a maior precisão, elas não são por qualquer forma garantidas, isentando a TOV de qualquer responsabilidade. Os indicativos, as opiniões e as projeções que venha a ser expressas neste informativo estão sujeitos a mudanças a qualquer momento, sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Cabe ressaltar que de nenhuma maneira, este relatório possa ser interpretado como sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos e valores imobiliários. Este relatório não pode ser reproduzido, distribuído ou publicado por qualquer pessoa, para quaisquer fins."

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