Após um mês “fora do ar”, remodelamos nossa
estrutura de divulgação de relatórios para facilitar o seu acesso. A partir de
hoje você pode acessar os nossos relatórios pela página da corretora (http://www.tov.com.br/rv_blog.aspx), fazendo o download do
arquivo em PDF, ou pela página do blog (http://toveconomia.blogspot.com.br/), que permite que você interaja por meio dos seus comentários, postando
observações críticas, dúvidas ou qualquer outra questão a respeito do conteúdo
publicado. A partir de segunda, toda manhã, publicaremos também o vídeo, com
resumo dos eventos do dia, que também poderá ser acessado por meio da página da
corretora ou do blog.
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Ao observarmos
a coleção de dados econômicos divulgados e a performance dos mercados ao longo
do mês de abril, mantivemos nossa visão geral a respeito do estado da economia
e dos riscos para o futuro.
Ainda
que acumulem alta no ano, as bolsas fecharam em queda no mês de Abril,
refletindo a piora da percepção em relação às perspectivas para a economia em
2012. O dólar voltou a se apreciar globalmente, como consequência da piora das
condições da Europa e suas consequências. para os países emergentes, o que
facilitou o trabalho do Banco Central em “segurar” a apreciação do real. Nos
EUA, as empresas mostram boas condições financeiras e resultados promissores,
mas o mercado de trabalho continua fraco, impossibilitando qualquer entusiasmo
com as condições macroeconômicas. A Europa continuou a aprofundar as políticas
de austeridade fiscal o que levou à piora da produção industrial, das vendas do
varejo e do desemprego. No Brasil, o Banco Central acentuou sua política de
redução dos juros, sinalizando que pode ultrapassar o limite inicial de queda
dos 8,75% sugerido na penúltima reunião do Copom.
As
bolsas caíram 4,17% no Brasil (Ibovespa) e 0,75% nos EUA (S&P500) e o dólar
subiu 4,35% em relação ao real no mês, acumulando depreciação de 2% no ano. Os
juros foram reduzidos pelo Copom para 9% (meta para a taxa Selic) o que fez com
que os juros longos também caíssem, ajudados pela percepção de que a
desaceleração global terá reflexos na economia brasileira.
Todos
os fatores que em abril atuaram para desacelerar as economias, derrubar as
bolsas e piorar as expectativas, devem continuar presentes em maio e
intensificando a percepção de que os riscos da economia global estão
aumentando. A Europa está no centro desse cenário e as suas condições econômicas
devem continuar se deteriorando à medida em que os efeitos das políticas
fiscais contracionistas continuem a desacelerar as economias. No EUA as eleições
presidenciais devem continuar a limitar a capacidade de ação do governo para
melhorar os indicadores de emprego e produção. No Brasil, o esgotamento do
ciclo de expansão do crédito (que deve desacelerar os indicadores de consumo)
associado à contínua redução da demanda global por manufaturados, continuarão a
incentivar visões menos otimistas de crescimento, afetando, com isso, as
perspectivas para as bolsas, juros e câmbio.
Como
resultado desse cenário, ajustamos nossas projeções para câmbio e juros e
mantivemos a de crescimento:
TOV Mercado (Focus)
Taxa de crescimento 2012 2,82% 3,22%
Dólar – final de 2012 1,95% 1,80%
Selic – final de 2012 8,25% 9,00%
Pedro Paulo
Silveira (Economista)
Fone: 55 11
3027-3101 Email:
pedrosilveira@tov.com.br
Disclaimer:
"Este informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio,
Títulos e Valores Mobiliários e é distribuído gratuitamente, com a finalidade
única de contribuir com uma ótica sobre o mercado em geral, sem possuir
qualquer vínculo com pessoas ou empresas eventualmente citadas, nem delas
recebendo qualquer tipo de remuneração. Mesmo nos atentando para trazer as
informações com a maior precisão, elas não são por qualquer forma garantidas,
isentando a TOV de qualquer responsabilidade. Os indicativos, as opiniões e as
projeções que venha a ser expressas neste informativo estão sujeitos a mudanças
a qualquer momento, sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Cabe
ressaltar que de nenhuma maneira, este relatório possa ser interpretado como
sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos e valores imobiliários. Este
relatório não pode ser reproduzido, distribuído ou publicado por qualquer
pessoa, para quaisquer fins."
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