Os mercados globais
reagiram de forma positiva ao discurso de Ben Bernanke e fecharam com altas
significativas em quase todas as bolsas. O Brasil pegou a carona e o Ibovespa
registrou alta de 1,32%. Bernanke relembrou aos mercados que o FED está disposto
a manter a política de estímulo à economia o tempo que for necessário e aliviou
quem se assustou com o discurso de presidente do FED St. Louis da semana
passada. James Buller havia defendido a tese de que a política atual de
expansão monetária é inflacionária e que o FED deveria elevar os juros básicos em 2013. Bernanke corrigiu as expectativas e
voltamos ao cenário básico: juros próximos a zero até 2014. É importante
anotar essa atitude do presidente do principal banco central do planeta, já que
as perspectivas de recuperação da economia global estão sendo cada vez mais questionadas
à medida em que a Europa mostra incapacidade de estimular suas economias em
recessão e em que os efeitos dessa recessão vão se fazendo mostrar em todos os
continentes. Estímulo nos EUA é um alívio às expectativas, contrabalançando o
pessimismo gerado pela política de aperto fiscal realizada na Europa.
Na Alemanha foi divulgado
o índice Gfk de confiança dos consumidores confirmou uma retração,
interrompendo uma série de altas e, aumentando um pouco o pessimismo, o BC da
Espanha confirmou as expectativas e soltou uma previsão de retração do primeiro
trimestre. A autoridade monetária espanhola prevê uma retração de 1,5% no PIB
em 2012. A única notícia positiva da Europa veio da França, que apontou melhora
das expectativas dos consumidores.
No Brasil a inflação medida
pela Fipe ficou em 0,10% na terceira
quadrissemana, confirmando um cenário benigno para a inflação. Esse dado,
somado ao índice de atividade informado pelo BC ontem, com retração em
fevereiro, aponta para um cenário positivo para a inflação.
Nos EUA foram divulgados
os índices de atividade do setor imobiliário e eles vieram confirmando a falta
de dinamismo do segmento. Mesmo confirmando as expectativas, os índices apontam
para retração dos preços dos imóveis. Ainda serão divulgados o índice de
confiança dos consumidores, feito pelo Conference Board, e o índice de
atividade medido pelo FED de Richmond.
O comportamento das bolsas
europeias e dos futuros nos EUA, indicam um pregão moderado. Juros e dólar em
queda no Brasil confirmam um começo de pregão bastante calmo.
Pedro Paulo Silveira
Economista
"Este
informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e
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