terça-feira, 27 de março de 2012

Bernanke devolve o otimismo aos mercados

Os mercados globais reagiram de forma positiva ao discurso de Ben Bernanke e fecharam com altas significativas em quase todas as bolsas. O Brasil pegou a carona e o Ibovespa registrou alta de 1,32%. Bernanke relembrou aos mercados que o FED está disposto a manter a política de estímulo à economia o tempo que for necessário e aliviou quem se assustou com o discurso de presidente do FED St. Louis da semana passada. James Buller havia defendido a tese de que a política atual de expansão monetária é inflacionária e que o FED deveria elevar os juros básicos  em 2013. Bernanke corrigiu as expectativas e voltamos ao cenário básico: juros próximos a zero até 2014. É importante anotar essa atitude do presidente do principal banco central do planeta, já que as perspectivas de recuperação da economia global estão sendo cada vez mais questionadas à medida em que a Europa mostra incapacidade de estimular suas economias em recessão e em que os efeitos dessa recessão vão se fazendo mostrar em todos os continentes. Estímulo nos EUA é um alívio às expectativas, contrabalançando o pessimismo gerado pela política de aperto fiscal realizada na Europa.

Na Alemanha foi divulgado o índice Gfk de confiança dos consumidores confirmou uma retração, interrompendo uma série de altas e, aumentando um pouco o pessimismo, o BC da Espanha confirmou as expectativas e soltou uma previsão de retração do primeiro trimestre. A autoridade monetária espanhola prevê uma retração de 1,5% no PIB em 2012. A única notícia positiva da Europa veio da França, que apontou melhora das expectativas dos consumidores.
No Brasil a inflação medida pela Fipe  ficou em 0,10% na terceira quadrissemana, confirmando um cenário benigno para a inflação. Esse dado, somado ao índice de atividade informado pelo BC ontem, com retração em fevereiro, aponta para um cenário positivo para a inflação.

Nos EUA foram divulgados os índices de atividade do setor imobiliário e eles vieram confirmando a falta de dinamismo do segmento. Mesmo confirmando as expectativas, os índices apontam para retração dos preços dos imóveis. Ainda serão divulgados o índice de confiança dos consumidores, feito pelo Conference Board, e o índice de atividade medido pelo FED de Richmond.

O comportamento das bolsas europeias e dos futuros nos EUA, indicam um pregão moderado. Juros e dólar em queda no Brasil confirmam um começo de pregão bastante calmo.



Pedro Paulo Silveira
Economista






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