segunda-feira, 12 de março de 2012

O Ministério da Fazenda atua novamente

 
O Ministério da Fazenda, observando os efeitos limitados da versão anterior, resolveu lançar nova medida, aumentando o leque de empréstimos externos sujeitos ao IOF de 6%: agora estão sujeitos os empréstimos com prazo de até cinco anos. A intenção, vale lembrar sempre, é limitar a valorização do real que tende a limitar as nossas exportações e baratear as nossas importações. Essa é, segundo o Ministério, a principal fonte de ameaça externa à nossa economia. A medida pode conter um pouco a valorização do real frente ao dólar e, com isso, amenizar os efeitos da competição que tem limitado o crescimento de nossa produção industrial.

Na Europa os mercados aguardam a reunião da Comunidade Europeia, na qual os dezessete países membros aprovarão, ou não, a liberação do pacote de ajuda à Grécia, de 130 bilhões de euros. Espera-se, adicionalmente, que a Comissão já providencie algumas medidas de incentivo à Espanha e a Portugal. De notícia econômica relevante, a Europa teve a queda do PIB da Itália no quarto trimestre de 2011, em 0,7%, confirmando as expectativas do mercado. O primeiro trimestre de 2012 será de recuo do PIB, novamente, e a esperança de uma melhora do nível de atividade da Itália é reduzida, ficando o otimismo restrito à contenção dos risco de calote da dívida soberana ou de forte crise bancária. No ano, a Itália ajudará a liderar a queda do PIB europeu, já que as perspectivas do comércio global estão piorando sensivelmente.

No âmbito do comércio global, a China divulgou um déficit da balança comercial de US$ 31 bilhões, reafirmando que as exportações já não são o carro chefe da economia chinesa e que o comércio global está se desacelerando. Essa constatação já fez com que as autoridades chinesas anunciassem a intenção de novas medidas de estímulo da economia doméstica, como forma de compensar a queda da demanda global.

Nos EUA não há divulgações de dados de atividade, ficando o calendário restrito ao anúncio do déficit do setor público.
A semana começa com a China mostrando o comércio global em desaceleração e com o Ministério da Fazenda reforçando as medidas de defesa do real.

Pedro Paulo Silveira
Economista






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