O Ministério da Fazenda, observando os efeitos limitados da
versão anterior, resolveu lançar nova medida, aumentando o leque de empréstimos
externos sujeitos ao IOF de 6%: agora estão sujeitos os empréstimos com prazo
de até cinco anos. A intenção, vale lembrar sempre, é limitar a valorização do
real que tende a limitar as nossas exportações e baratear as nossas
importações. Essa é, segundo o Ministério, a principal fonte de ameaça externa
à nossa economia. A medida pode conter um pouco a valorização do real frente ao
dólar e, com isso, amenizar os efeitos da competição que tem limitado o crescimento
de nossa produção industrial.
Na Europa os mercados aguardam a reunião da Comunidade Europeia,
na qual os dezessete países membros aprovarão, ou não, a liberação do pacote de
ajuda à Grécia, de 130 bilhões de euros. Espera-se, adicionalmente, que a
Comissão já providencie algumas medidas de incentivo à Espanha e a Portugal. De
notícia econômica relevante, a Europa teve a queda do PIB da Itália no quarto
trimestre de 2011, em 0,7%, confirmando as expectativas do mercado. O primeiro
trimestre de 2012 será de recuo do PIB, novamente, e a esperança de uma melhora
do nível de atividade da Itália é reduzida, ficando o otimismo restrito à
contenção dos risco de calote da dívida soberana ou de forte crise bancária. No
ano, a Itália ajudará a liderar a queda do PIB europeu, já que as perspectivas
do comércio global estão piorando sensivelmente.
No âmbito do comércio global, a China divulgou um déficit da
balança comercial de US$ 31 bilhões, reafirmando que as exportações já não são
o carro chefe da economia chinesa e que o comércio global está se
desacelerando. Essa constatação já fez com que as autoridades chinesas
anunciassem a intenção de novas medidas de estímulo da economia doméstica, como
forma de compensar a queda da demanda global.
Nos EUA não há divulgações de dados de atividade, ficando o
calendário restrito ao anúncio do déficit do setor público.
A semana começa com a China mostrando o comércio global em
desaceleração e com o Ministério da Fazenda reforçando as medidas de defesa do
real.
Pedro Paulo Silveira
Economista
"Este
informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e
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