Ontem, após o encerramento do pregão, a agência de classificação de riscos Moody’s anunciou o corte das notas de quinze bancos globais. Esse corte já era esperado desde fevereiro quando, em relatório, a agência notificou o mercado que estava fazendo uma revisão em suas notas. Curiosamente os mercados reagiram comprando as ações desses bancos, fazendo com que todas elas subissem. As justificativas para esse comportamento “contraditório” variam desde a explicação de que esperava-se um rebaixamento maior até a de que as avaliações d as agências de riscos estão em total descrédito após tantos erros cometidos.
Os bancos que tiveram rebaixamento foram, segundo o Valor, foram os abaixo. Ao lado, as respectivas oscilações em suas bolsas:
“Bank of America em uma escala, para Baa2 +1,7%
Barclays em duas escalas, para A3 +0,69%
Citigroup em duas escalas, para Baa2 +1,26%
Credit Suisse em três escalas, para A2 +2,58%
Goldman Sachs em duas escalas, para A3 +0,59%
HSBC em uma escala, para Aa3 +1,45%
J.P. Morgan em duas escalas, para A2 +1,89%
Royal Bank of Scotland em uma escala, para Baa1 +3,07%
Morgan Stanley em duas escalas, para A3 +0,35%
BNP Paribas em duas escalas, para A2 +2,35%
Credit Agricole em duas escalas, para A2 +1,80%
Deutsche Bank em duas escalas, para A2 +1,59%
Royal Bank of Canada de Aa1 para Aa3 +0,06%
Société Générale de A1 para A2 +2,96%
UBS de Aa3 para A2” 3,33%
Barclays em duas escalas, para A3 +0,69%
Citigroup em duas escalas, para Baa2 +1,26%
Credit Suisse em três escalas, para A2 +2,58%
Goldman Sachs em duas escalas, para A3 +0,59%
HSBC em uma escala, para Aa3 +1,45%
J.P. Morgan em duas escalas, para A2 +1,89%
Royal Bank of Scotland em uma escala, para Baa1 +3,07%
Morgan Stanley em duas escalas, para A3 +0,35%
BNP Paribas em duas escalas, para A2 +2,35%
Credit Agricole em duas escalas, para A2 +1,80%
Deutsche Bank em duas escalas, para A2 +1,59%
Royal Bank of Canada de Aa1 para Aa3 +0,06%
Société Générale de A1 para A2 +2,96%
UBS de Aa3 para A2” 3,33%
Difícil saber qual das razões é a que vale para esse comportamento, o fato é que os bancos estão com exposições elevadas em todos os ativos que sofrem bastante com a crise atual e essa alta pode ser encarada como um evento que também é impulsionada pela expectativa em torno do resgate da Espanha. A bolsa espanhola apresenta alta de mais de 2% e isso é reflexo do provável pedido de resgate que o governo Rajoy encaminhará ao BCE e à Comunidade Europeia na segunda feira. Tudo indica que esse pacote, ao redor dos 100 bilhões de euros, será suficiente para dar suporte aos bancos do país que necessitam, segundo estudos recentes, de algo como 60 bilhões. O índice S&P Banks, que mede a variação do valor de mercados dos principais bancos com ações negociadas nos EUA apresenta uma queda em doze meses de 11,5% e de 20% em cinco anos. Leve-se em conta que esse mesmo índice subiu 4% em 2012. A perda de valor dos bancos, ocorrida na crise de 2008, ainda os deixou com uma desvalorização de 20% em relação ao seu valor de mercado antes da crise. Vale lembrar que boa parte dos bancos recebeu fortes aportes de seus Tesouros, que somaram, ao longo de toda a crise, mais de US$1,4 trilhões.
A despeito dessa estranha reação dos mercados ao anúncio da Moody´s, os dados econômicos da Europa foram mais uma vez ruins. A Alemanha reportou que as condições da economia continuam piorando o que levou a uma queda no índice de confiança medido pelo instituto IFO. Na Itália, o índice de confiança também mostrou retração, em sintonia com a piora das condições econômicas.
Os mercados de commodities e moedas acompanharam essa tendência positiva das bolsas dos EUA,. O petróleo está com alta de mais de 1% e o gráfico abaixo, da CNNFN mostra o seu comportamento em um ano:
E esse gráfico do petróleo nos conta uma histórica clara de como tem sido o ano para os agentes do mercado global. Após os vários pacotes de liquidez que inundaram as economias com o que foi chamado aqui no Brasil de Tsunami monetário, todos os ativos tiveram forte apreciação, saindo de patamares muito baixos. Isso valeu para os mercados acionários e para o de commodities também. O petróleo saiu de um deprimido preço de US$ 80 o barril em setembro e superou os US$ 100 por vários meses. A discussão em torno da economia global deixou de ser a de preocupações com recessões e começou a se pautar com temores inflacionários decorrentes das políticas de expansão monetária. O mês de maio foi o da queda na realidade: as políticas de estímulo não estavam sendo suficientes para dar suporte à economia global e sua conjugação com políticas de austeridade na Europa simplesmente reforçou a tendência à recessão naquela região. Todos os ativos derreteram e o petróleo, cujo preço depende profundamente do nível de atividade global, despencou quase ¼ no período. Também despencaram as expectativas de crescimento global, dos EUA, da China, da Europa, da Alemanha e, como não poderia deixar de ser, do Brasil.
A semana vai terminando com esperanças depositadas nos pacotes para Itália e Espanha e uma futura ação de relaxamento monetário do Federal Reserve. Os dados presentes, no entanto, mostraram que as condições globais estão se deteriorando.
A semana vai terminando com esperanças depositadas nos pacotes para Itália e Espanha e uma futura ação de relaxamento monetário do Federal Reserve. Os dados presentes, no entanto, mostraram que as condições globais estão se deteriorando.

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