segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O acordo grego comanda os mercados

A semana terá uma agenda carregada novamente,  o que coloca a perspectiva de alguma volatilidade para os mercados. Hoje, em particular, as bolsas europeias estão em queda em função do governo grego não ter fechado um acordo com os credores de sua dívida, coisa esperada para sexta passada.  A expectativa é a de que o acordo seja fechado hoje, mas ainda existe o risco de que isso não ocorra, já que alguns detalhes importantes ainda estão pendentes de aprovação por parte dos envolvidos. O principal é a  remuneração dos títulos que serão emitidos em substituição aos atuais. O rendimento dos mesmos é que vai determinar se a dívida total grega estará em um patamar aceitável no futuro (em 2020 ela deveria estar em 120% do PIB). Se o acordo não for fechado, os agentes precisarão embutir nos preços dos ativos a possibilidade de uma moratória da Grécia a partir de março. Esse quadro é tudo os que os euro dirigentes estão tentando evitar, já que as perdas potenciais para os já debilitados bancos europeus, serão enormes. Ainda que muita gente considere a Grécia um pequeno problema, dentro de um grande problema, a falta de perspectiva para o acordo vai gerar uma grande turbulência nos mercados.
 
Aqui no Brasil saem dados da indústria automotiva e da ocupação da atividade instalada da indústria (ver nosso calendário). Esses indicadores são importantes para a política monetária, já que o comportamento da indústria automotiva pode dar um sinal mais recente em relação ao estado da indústria. Os dados de dezembro, é bom lembrar, frustraram bastante as expectativas; os dados de janeiro são importantes para confirmar, ou não, os próximos passos da política monetária.  O dólar deve seguir os passos dos mercado globais: valorização em função da espera do acordo da Grécia.
 
Em função  do colocado acima, esperamos que o dia mantenha-se em espera: se o acordo for assinado, as bolsas e as moedas se recuperam; caso contrário, poderemos ver uma realização das altas anteriores.
  

Pedro Paulo Silveira
Economista






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