A agenda de hoje foi leve na Europa, deixando os mercados sem eventos para movimentos mais agressivos. Na Ásia, as bolsas subiram em decorrência das fortes altas de ontem nos EUA e Europa. No Brasil a notícia mais relevante é o sucesso de colocação dos títulos externos da Petrobrás, no montante de USD 7 bilhões. Essa emissão é importante pela sinalização em relação à boa percepção de risco em relação ao país e à empresa, por cumprir o cronograma de financiamento da empresa, mas não de afetar o fluxo cambial, já que parte significativa dos recursos já entrou e o resto deve permanecer lá fora.
Às 11:30 hs, horário de Brasília, serão divulgados dados do mercado de trabalho nos EUA: produtividade, custos e pedidos de seguro desemprego. A não ser que haja um desvio muito grande em relação aos valores esperados pelo mercado, esses dados não deve afetar os mercados. Portanto, as bolsas globais não têm motivo para movimentos muito intensos hoje.
É importante destacar dois mercados que têm, há algumas semanas, seguido o otimismo das bolsas: juros e câmbio. Os juros mais longos, para 2014, estavam cotados a 10,25% na semana retrasada e hoje estão sendo negociados a 9,89%. Essa queda reflete duas coisas: a manutenção dos juros nos EUA em Zero até 2014, como anunciado pelo presidente Ben Bernanke, que atrai um forte fluxo de investidores externos e a anúncio do BC de que a taxa básica cairá abaixo de 10% nesse ano, reforçada com os dados atuais de atividade econômica moderada. O dólar mantém a tendência de queda e vai se aproximando de R$ 1,70, fato que não ocorria desde outubro passado. A apreciação do real, em um momento em que se anuncia um déficit comercial elevado para janeiro, pode aumentar as especulações de que o governo volte a fazer intervenções pontuais no câmbio, na estrutura tributária e comercial.
O dia, em resumo, deverá ser “morno” para a bolsa e com tendência de queda para juros e dólar.
Pedro Paulo Silveira
Economista
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