A Bovespa fechou na sexta feira completando uma alta de 4%
no mês e cerca de 16% no ano, mostrando uma recuperação razoável em relação ao ano passado. A inflação, por sua vez, mostrou desaceleração
e as expectativas em relação ao seu comportamento futuro melhoraram ao longo do
mês. Começamos a última semana do mês com os juros caindo levemente devolvendo
um pouco do movimento realizado na sexta feira.
Os mercados globais estão em realização, motivados pelos
resultados da reunião dos ministros do G-20, no México, nesse final de semana.
A reunião não conseguiu estabelecer uma meta consensual para a gestão da crise
global, mas colocou a Alemanha no centro das políticas, como maior responsável
pela originação e gestão dos fundos europeus para a contenção da recessão e da
crise das dívidas soberanas que assola o continente. É evidente que o país
nutre profunda resistência a esse tipo de abordagem, preferindo encaminhar
ações tópicas, com recomendações de fortes ajustes recessivos. O FMI, por seu
lado, tem insistido que esse tipo de ação aprofunda a crise depressiva e que a
melhor solução é o reforço dos fundos para
socorro aos países em maior dificuldade. A estratégia defendida pela
instituição, ao contrário das políticas seguidas pelos países europeus, é a de
priorizar a recuperação econômica, para depois acertar o lado fiscal. Essa
falta de coordenação entre os diversos governos e instituições, que se desdobra
em um conjunto desordenado de políticas que conflitam entre si, e que incluem
protecionismo comercial e falta de coordenação das políticas cambiais, deve
colaborar para manter o nível de incerteza elevado na economia global. Um dos
reflexos palpáveis desse ambiente desordenado e incerto é o nível de risco
embutido nos preços das dívidas europeias, que se mantém elevados, mesmo depois
do acordo da dívida grega.
A percepção mais otimista fica nos mercados dos EUA, onde os
analistas projetam uma recuperação mais rápida para esse ano, ainda que com
desemprego elevado. Com a enorme liquidez proveniente do balanço do Federal
Reserve de dos juros muito baixos até 2014, os ativos devem manter seus preços
em alta. A mesma situação se coloca para a Europa, onde o BCE fará uma nova operação
de financiamento de ativos bancários, por três, a custos bem baixos. A
realização de hoje está limitada, portanto, pelo ambiente de alta liquidez
internacional.
"Este
informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e
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