Hoje temos novamente um dia de fraco desempenho, motivado pela
divulgação do PIB do quarto trimestre da Alemanha que, mesmo vindo dentro do
esperado, apresentou queda de 0,2%. Também foram anunciadas as novas projeções
da Comissão Europeia para o crescimento de 2012 das dezessete economias que
fazem parte do bloco: de um crescimento de 0,5% projetados em dezembro, a
estimativa passou para uma queda de 0,3% nesse ano. Dentre os países com maior
contração estão a Espanha, com -1% e Itália, com 1,3%. Essas estimativas devem
gerar novas dúvidas quanto à capacidade que os países membro terão em cumprir
suas metas fiscais nesse ano. Se esse sentimento se dissemina, as preocupações
com as dívidas soberanas deverão retornar, mesmo com o pacote grego tendo sido
fechado. Essas notícias, pouco animadoras, foram compensadas com a divulgação da pesquisa sobre o
sentimento dos empresários, que veio positiva pelo quinto mês consecutivo.
Nos EUA, os principais indicadores são o índice de preços de
imóveis e a pesquisa do FED de Kansas City sobre a atividade industrial. É
pouco provável que tenhamos aí a fonte para a reversão desse clima pouco
favorável instalado nos pregões de hoje.
No Brasil, foi divulgado o IPC-S da FGV, índice
semanal de inflação ao consumidor, que veio em 0,27%, um pouco acima das
expectativas de 0,22%, mas em desaceleração na comparação com o dado anterior,
0,30%. O Banco Central deve divulgar, às 11:30 hs, o saldo de transações
correntes de janeiro, que é esperado em – US 6,9 bilhões e o investimento
Estrangeiro. O dólar continua afundando e chegou a romper os R$ 1,70. Tanto o
saldo de transações correntes, como a apreciação do dólar, serão, como sempre,
motivo para muita discussão entre agentes do mercado e membros do governo
Pedro Paulo Silveira
Economista
"Este
informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e
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