Temos um novo dia de expectativa em torno do fechamento do acordo entre o governo grego e seus credores. Ontem o primeiro ministro Lucas Papademos manteve reunião com as lideranças dos partidos da coalizão governamental para acertar os termos do ajuste fiscal requerido para atender as exigências dos credores. Falava-se em corte de até 13 bilhões de euros a serem feitos até o ano que vem, impondo uma nova queda de 3% a 4% do PIB nesse ano. As lideranças não chegaram ao acordo mas, mesmo assim, existe forte otimismo para que o mesmo seja fechado hoje a tempo da reunião dos ministros das finanças dos países da região, na qual serão discutidos, novamente, os termos do acordo que possibilitará a liberação de mais um pacote de até 130 bilhões de euros. Olhando de longe, pensando na série de condições existentes para a obtenção do empréstimo, seria surpreendente que o acordo fosse fechado até amanhã. Vale lembrar que ele ainda deve ser votado pelo parlamento grego e isso coloca em questão o risco político. Apesar do otimismo do mercado, vale a pena manter cautela.
Hoje o Banco Central Europeu faz sua reunião de política monetária e esse evento nos trará informações importantes a respeito da visão que a autoridade monetária tem do estado econômico e da saúde financeira da euro região.
No Brasil a Fipe divulgou a inflação ao consumidor da última semana de janeiro, em 0,42%, contra uma inflação esperada de 0,6%. Essa surpresa positiva se deveu pela desaceleração do grupo alimentação. Isso se refletiu nos juros que têm nova queda, reforçada pela percepção cada vez mais consensual de que há espaço para mais reduções na taxa de juros básica. Há uma discussão sendo travada entre os analistas do mercado e o Banco Central acerca da Taxa de Juros Neutra, a NAIRU e outros elementos da política monetária. Tudo indica que ela reforçará a visão de que avançamos em termos de estabilidade monetária e de que as taxas reais de juros ainda têm espaço para cair ao longo de tempo.
Nos EUA, serão divulgados os pedidos de seguro desemprego e os estoques do atacado. Esses dados, ainda que de importância marginal, poderão reforçar a tese de que a economia dos EUA está se recuperando, ainda que a ritmo lento.
A Grécia mantém o monopólio das atenções com a chance de um desfecho ocorrer nessa semana diminuindo.Pedro Paulo Silveira
Economista
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