Ontem o evento mais importante dos mercados foi o retorno do
Banco Central ao mercado de câmbio, com duas atuações de compra. O pregão iniciou com uma nova queda da moeda,
que ameaçou romper o R$ 1,70. No fechamento, a moeda acabou ficando em R$
1,704. Hoje a FGV divulgou o índice de
confiança dos consumidores, que apresentou alta em relação a janeiro, voltando
ao patamar de dezembro, após três meses de queda contínua. Esse, talvez, seja o
motivo para justificar as leves altas nas taxas de juros que encerram um série
de pregões de queda. Também pode ter
colaborado para esse evento, a finalização da pesquisa feita pelo BC junto aos
participantes do Sistema de Expectativas, que coletou as estimativas dos
analistas em relação a uma série de variáveis, dentre as quais a taxa de juro
real de equilíbrio e a taxa de desemprego de equilíbrio.
Na Europa as bolsas operam em alta em função das expectativas
em torno dos resultados corporativos a serem divulgados a partir da semana que
vem. Também deve colaborar para a melhora
do ambiente, a nova injeção de dinheiro que o Banco Central Europeu deve fazer
na semana que vem. Essa é a segunda operação de financiamento de 3 anos das
posições de ativos dos bancos comerciais europeus e pode chegar a 650 bilhões
de euros. Esse montante, somado ao anterior, pode significar um a injeção de
mais de 1,3 trilhões de euros no sistema bancário da Europa. Ainda que os dados
econômicos mostrem que as economias estão patinando rumo a um recessão, esse
nível de liquidez é suficiente para assegurar movimentos altistas nos preços
dos ativos.
Nos EUA serão divulgados o Índice de Confiança da
Universidade de Michigan e as vendas de imóveis novos. Ambos podem, juntamente
com a liquides do BCE, colaborar para um fechamento positivo das bolsas
globais, após uma série de pregões de baixa.
Pedro Paulo Silveira
Economista
"Este
informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e
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