sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A liquidez do BCE puxa mercados

 
Ontem o evento mais importante dos mercados foi o retorno do Banco Central ao mercado de câmbio, com duas atuações de compra.  O pregão iniciou com uma nova queda da moeda, que ameaçou romper o R$ 1,70. No fechamento, a moeda acabou ficando em R$ 1,704. Hoje a FGV  divulgou o índice de confiança dos consumidores, que apresentou alta em relação a janeiro, voltando ao patamar de dezembro, após três meses de queda contínua. Esse, talvez, seja o motivo para justificar as leves altas nas taxas de juros que encerram um série de pregões de queda.  Também pode ter colaborado para esse evento, a finalização da pesquisa feita pelo BC junto aos participantes do Sistema de Expectativas, que coletou as estimativas dos analistas em relação a uma série de variáveis, dentre as quais a taxa de juro real de equilíbrio e a taxa de desemprego de equilíbrio.

Na Europa as bolsas operam em alta em função das expectativas em torno dos resultados corporativos a serem divulgados a partir da semana que vem.  Também deve colaborar para a melhora do ambiente, a nova injeção de dinheiro que o Banco Central Europeu deve fazer na semana que vem. Essa é a segunda operação de financiamento de 3 anos das posições de ativos dos bancos comerciais europeus e pode chegar a 650 bilhões de euros. Esse montante, somado ao anterior, pode significar um a injeção de mais de 1,3 trilhões de euros no sistema bancário da Europa. Ainda que os dados econômicos mostrem que as economias estão patinando rumo a um recessão, esse nível de liquidez é suficiente para assegurar movimentos altistas nos preços dos ativos.

Nos EUA serão divulgados o Índice de Confiança da Universidade de Michigan e as vendas de imóveis novos. Ambos podem, juntamente com a liquides do BCE, colaborar para um fechamento positivo das bolsas globais, após uma série de pregões de baixa.


Pedro Paulo Silveira
Economista






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