quarta-feira, 5 de setembro de 2012

IPCA dentro do esperado.




O IBGE divulgou hoje a pesquisa mensal de preços e o IPCA de agosto ficou em 0,41%, dentro das expectativas. A inflação acumulada em doze meses, importante para a formulação da política monetária do Banco Central ficou em 5,2%, confirmando o fim do ciclo de queda. Abaixo o gráfico com o comportamento da inflação acumulada em doze meses:







A inflação acumulada em doze meses veio caindo desde setembro do ano passado, quando atingiu seu máximo de 7,3%, batendo o mínimo do período de 4,9% em junho desse ano.  As principais contribuições para a inflação de agosto foram da alimentação, saúde e artigos de residência. Houver desaceleração do grupo artigos de residência e despesas pessoais e aceleração  em todos os outros.
Abaixo o gráfico com os grupos de inflação em julho e agosto:




A perspectiva da inflação para o segundo semestre é a de continuidade da alta da inflação acumulada em doze meses. Abaixo o gráfico com a inflação acumulada em doze meses, de agosto passado a setembro do ano que vem, com base nas expectativas do mercado coletadas pela GERIN do Banco Central:






Pelas expectativas de mercado, a inflação deve subir dos atuais 5,2 para até 5,9% no ano que vem, para depois se desacelerar. Essas expectativas têm total aderência com o que esperamos para o comportamento dos preços internacionais de commodities agrícolas, petróleo, nível de atividades no Brasil, comportamento do mercado de trabalho e, finalmente para o dólar. Todas essas variáveis estarão colaborando mais para a inflação subir do que fizeram ao longo dos últimos meses. A inflação do segundo semestre, portanto, deverá ser mais “acelerada” que a do primeiro. Essa tendência vai se acelerar com as recentes medidas adotadas pelo governo, com a sobretaxação de 100 produtos importados (cujas alíquotas subirão fortemente) e que terão reforços de mais 100 produtos até o final desse mês.

Caso os pacotes de resgate internacionais aumentem fortemente a liquidez dos mercados, os preços de ativos reais devem sofrer novos e poderosos impulsos, aumentando essa propensão da inflação medida pelo IPCA subir frente aos preços do primeiro semestre. Ainda que o BC não suba a taxa básica, é pouco provável que ele insista no ciclo de queda. Aumenta a probabilidade de ficarmos com os juros básicos parados onde estão, aos 7,5%.






Pedro Paulo Silveira (Economista)
Fone: 55 11 3027-3101    Email: pedrosilveira@tov.com.br


Disclaimer:
"Este informativo foi preparado pela TOV Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e é distribuído gratuitamente, com a finalidade única de contribuir com uma ótica sobre o mercado em geral, sem possuir qualquer vínculo com pessoas ou empresas eventualmente citadas, nem delas recebendo qualquer tipo de remuneração. Mesmo nos atentando para trazer as informações com a maior precisão, elas não são por qualquer forma garantidas, isentando a TOV de qualquer responsabilidade. Os indicativos, as opiniões e as projeções que venha a ser expressas neste informativo estão sujeitos a mudanças a qualquer momento, sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Cabe ressaltar que de nenhuma maneira, este relatório possa ser interpretado como sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos e valores imobiliários. Este relatório não pode ser reproduzido, distribuído ou publicado por qualquer pessoa, para quaisquer fins."

 

Nenhum comentário: